Vencer, vencer, vencer! Uma vez Flamengo?

Feliz aniversário

Vencer, vencer, vencer! Poderia ser o hino do Flamengo, caso o texto não partisse de uma vascaína. Confesso que não tinha pensado em escrever sobre futebol até aqui, mas é um bom começo para tratar de uma paixão e de sentimentos responsáveis pela união de pessoas.

Vários brasileiros, ao menos em determinado período, como na realização da Copa do Mundo, já vibraram e se emocionaram durante um evento esportivo. Mas afinal quais são as justificativas para explicar o choro de uma nação ou comunidade seja por conta da derrota, seja por conta da vitória? 

Para mim, uma das possíveis explicações está no fato de que nossa genuína realização, aquela intimamente ligada à nossa essência, só se cumpre em uma experiência coletiva, sobretudo, na realização do outro e na realização com o outro, pois eu sou o outro, e o outro também é eu. Por isso, quando a bola rola em campo e acerta em cheio... gooll!! É riso, é lágrima, é dança, é suor, é festa, é sonho, é beleza, é trabalho, é dedicação, é dor,  é a gente sendo gente! 

Em 2014, ano de Copa do Mundo e no Brasil, um evento inesquecível marcou nossa nação: a seleção brasileira foi derrotada e os jogadores, ainda no primeiro tempo, pareciam ter desistido da competição. Ao contrário disso, no dia 13 de dezembro de 2014, um time, que era composto por apenas duas jogadoras estreantes, alcançou a glória, mesmo com os impedimentos, a vitória veio. As Yabás estavam em festa. Antes da partida iniciar, elas já tinham abençoado o dia dela, o dia de Victória. 

Goooooooooooool!!!

Lágrimas. 

Suor. 

Riso. 

Reza.

Emoção. 

Amor.

Esperança. 

 Nossa gente vibrou. 

Sonho da outra, realização da outra. 

O elo: eu e o outro. Nós. 

Victória – sonho nosso, realização nossa, uma grande paixão –, feliz aniversário!  


Bolo de aniversário, em Manaus. (Rillyane Célia)




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